"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."
Albert Einstein

sábado, 21 de julho de 2007

Recordar é viver... A Pelada Anual dos Maias

Grupo BUfTAO
Brothers Unions Filipe and Thiago Associations and Organizations (03/09/2001 – 02/09/2007)
5 Anos na Bobagem

O Grupo BUfTAO continua com as republicações dos textos que envolvem da Família Maia. Aqueles que fizeram sucesso durante estes 5 anos, quase seis, de existência da BUfTAO.

O projeto "Recordar é Viver" trará, durante os finais de semana que antecedem o casamento de Andreia e James, um texto do magnífico acervo do Grupo BUfTAO.

Tal iniciativa faz parte dos preparativos para o casamento, o evento Maia do ano, que será quase na mesma época das comemorações do aniversário de 6 anos da BUfTAO, que será celebrado com um texto inédito, um texto sobre o casório que será realizado.

A BUfTAO espera que estas republicações relembrem momentos inesquecíveis da nossa querida Família Maia.
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A PELADA ANUAL DOS MAIAS
Pirapora/MG, 03 de janeiro de 2004

O SONHO

Tudo começou com um sonho de Leandro Maia. Ele queria ver a família ao redor de um bola. Ou melhor, correndo atrás dela. Tudo bem que alguns nem correriam, mas a intenção já valeria.

Todavia Leandro tinha medo! Tinha medo de acontecer o que aconteceu em Lagoa Santa. Ele tinha medo de que o seu sonho de união fosse transformado em um pesadelo. Um pesadelo de brigas, gritos, ofensas.

Leandro sabia que essas ofensas não eram pra valer, contudo provocariam o final de um sonho. Mas do que adianta sonhar se não temos a esperança e a força de vontade para realizar esse sonho?

Então, Leandro Maia foi à luta e organizou, com a ajuda de seus primos, um jogo de futebol. A primeira providência foi escolher os times. Um sorteio é organizado, tendo como fiscal Andréa (para os íntimos, Foguete).

Time A e Time B foram escolhidos. Decide-se onde será o clássico. Mas havia um empecilho, o primeiro de muitos que iriam surgir. O local custaria trinta reais. Olhando a quantidade de jogadores daria um real para cada um. O sonho ainda era possível. Leandro começou a recolher o dinheiro, tudo estava caminhando da melhor maneira possível.

Mas os problemas aparecem. O primeiro era a falta de material dos jogadores. Como a maioria era amadora, apenas um (Darci) tinha chuteira. E, sem esse material, o campo não poderia ser usado. Com a ajuda de James o sonho de Leandro não acabou. Através de um telefonema James conseguiu que o campo fosse liberado, com uma ressalva: não poderia chover na noite anterior ao clássico.

Leandro rezou muito. Pediu muito a Deus. Mas a chuva caiu. E o mesmo telefone que tinha sido o salvador na noite anterior foi o carrasco naquele dia. O jogo não poderia ser realizado no campo como combinado.

Como toda boa história, haveria uma saída. Um campo às margens do São Francisco. Leandro sentiu seu sonho renascer. Após vários entendimentos o jogo seria realizado. A esperança tinha vencido o medo.

O JOGO

O campo não era nenhuma maravilha, mas os jogadores também não. Então, porque não jogar? E eles jogaram. Os times eram formados por: Deivson, James, Thiago, Heitor, Daniel, Igor, Filipe, Diego, Fabiano (Time A); Donaldson, Laerth, Danilo, Alexandre, Darci, Bil, Agostinho, Lícia, André, Leandro, (Time B) entre outros. O juiz era Wilton Andrada, autoridade máxima no apito.

O jogo começou equilibrado. Os dois times se estudando. Após cinco minutos de partida, as melhores chances começaram a surgir para o Time A. Fabiano, Daniel e Thiago organizavam as jogadas pelo meio, tendo Igor, Filipe e Diego como atacantes. Deivson e James eram os zagueiros.

Pelo Time B, o meio era formado por Danilo, Leandro, Laerth e Alexandre, eles não tinham um atacante fixo. A defesa, que era o ponto forte do time, era formada por Donaldson, Agostinho, Darci. Ninguém passava.

O primeiro tempo foi dominado pelo Time A, que chutou mais em gol, com até uma bola na trave. O Time B ameaçava nos contra-ataques rápidos pelas pontas com Leandro e Alexandre fazendo tabela com Danilo que aparecia no meio. Mesmo assim, o primeiro tempo terminou em zero a zero. Mas, o que caracterizou os primeiros vinte e cinco minutos foram as faltas e as reclamações. O que não faltou foi pontapé dos dois lados.

No segundo tempo os dois times se reforçaram. Pelo Time A Heitor entrou para ajudar nas jogadas pelo meio. Com isso Thiago foi jogar mais recuado. Só que as mudanças no Time B, como a entrada de André, no lugar de Leandro, Lícia e mais algumas mudanças táticas, surtiram mais efeito.

Como um grande clássico, o segundo tempo foi melhor que o primeiro. Logo na saída viu-se que as mudanças que o Time B tinha feito deram a ele um maior volume de jogo. André, pela direita, e Lícia, pelo meio, infernizaram a vida da defesa do Time A.

Mas, como o futebol não tem lógica, foi o Time A que saiu na frente após um contra-ataque puxado por Thiago que, com um belo passe, entregou a Diego. Sozinho, ele teve a tranqüilidade de esperar o goleiro cair e marcar. Um a zero para o Time A.

Com o resultado, o Time B, que já era superior, partiu de vez pra cima. Como não podia deixar de ser, faltas violentas continuaram acontecendo. Mas, graças ao pulso firme do juiz, o jogo teve prosseguimento, caso contrário eu não estaria contando esta história.

Como água mole em pedra dura tanto bate até que fura e quem não faz toma, o Time B conseguiu empatar o jogo no último minuto. Foi através de um pênalti feito por Deivson. Final do tempo regulamentar e jogo empatado em um a um.

Depois de uma rápida reunião, juiz e capitães resolveram jogar uma prorrogação de quinze minutos sem morte súbita. Bola rolando e os dois times travados, com medo de levar um gol logo de cara. As jogadas duras continuaram, dessa vez mais pelo nervosismo da prorrogação.

Aos dez minutos, o Time A com Filipe, de coxa, após cobrança de escanteio, faz o gol da vitória depois da bola passar pelo goleiro, bater na trave e pipocar na área. O Time B tenta reagir, mas, mesmo com a ajuda do juiz que deu dez minutos de acréscimo, o jogo termina com a vitória do Time A.

A partida teve vários momentos engraçados. Como quando Donaldson tinha acabado de dividir uma bola e sem entender a marcação do juiz Wilton começou a gritar: é nossa, juiz ladrão! Advertido por James, do outro time, Donaldson ficou sabendo que a bola era do seu time e, na mesma hora, ficou quietinho.

Seguindo os passos do pai, Danilo também se enfezou várias vezes. Tudo bem que deram umas três entradas duras nele, mas é tão engraçado quando ele fica nervoso, o menino fica todo vermelho, parece um pimentão. Não podemos esquecer de Darci, o zagueirão! Canela de muita gente ficou marcada pra sempre depois daquele jogo. Por falar em canela, a canela de Agostinho é que sofreu. Igor deu uma entrada nele que fez até Deus gritar de dor.

Mas, entre mortos e feridos todos se salvaram. Quem gostou foi a platéia formada por familiares e por transeuntes. Afinal de contas não é todo dia que se tem futebol de alta categoria sem pagar nada por isso.

A comemoração dos ganhadores foi feita em duas partes. A primeira num bar perto do campo. A segunda na casa de Nonô Maia, na Rua da Bahia 257. Lá, tanto ganhadores como perdedores fizeram uma bonita confraternização. Riram muito, lembrando do jogo e esperando a virada do ano para que aconteça a revanche, e torcendo para que esse tipo de evento se torne tradição no final de ano da Família Maia.
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Sem BUfTAO não dá... Aliás, ninguém dá...
Só o filósofo que já dizia:

“O importante não é ganhar. O que importa é competir sem perder nem empatar”

GRUPO BUfTAO - 5 Anos na Bobagem...
PRESIDENTE: Thiago Maia Portilho
VICE-PRESIDENTE: Filipe Maia Portilho
DIRETOR EXECUTIVO: Denilo Fernando Maia Andrada
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